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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tagliatelle com Atum

Lata de atum é um grande quebra-galho, além de ser gostoso e nutritivo, é bem versátil para usar em várias receitas. Combina com saladas, massas, dá para fazer recheio de tortas, dá para preparar patês, e tudo que sua imaginação criar.
Com massas o atum faz uma boa combinação, cada vez que preparo faço de um modo diferente.


Como o atum vai bem com vários acompanhamentos, é só dar uma olhada na geladeira e na despensa e vai sempre dar certo uma misturinha para a massa. 


Então misturei numa tigela: uma latinha de atum, pimentão vermelho picado, azeitona picada, ervilhas, cebolinha picada, temperei com pimenta do reino e azeite. Só isso e pronto!
Dai é só colocar na sua massa preferida cozida. Usei tagliatelle integral dessa vez. 

Juju
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Moqueca de Peixe e Camarão

A - “Muqueca” ou “moqueca” vem do idioma Quimbundo MU′KEKA, “caldeirada feita com peixe” daqui 

B - "...quando os africanos chegaram com as suas poquecas eles (os indios do interior paulista) já faziam moquecas há muito, muito tempo. E na confusão de poqueca com moqueca, venceu a indígena moqueca, que na linguagem autóctone designa um cozinhado envolto em folha. Moquear: envolver a caça ou o guerreiro vencido em folha e cozinhar no moquém, uma grelha de varas sobre o fogo. E tudo virou moqueca." daqui

C - "Moquém era simplesmente o assado envolto em folha e feito sobre a brasa; daí vem moqueca" Moquém em língua tupi significa algo como "secador" para tostar a carne." daqui

D - "A típica moqueca tem que ser obrigatoriamente feita em um moquem, nome indígena de uma grelha feita de varas sobre uma fogueira suspendendo uma panela de barro. Enquanto a fogueira não estiver criando labaredas, você pode começar a preparar o alimento." daqui

Enfim, apesar da discussão se a verdadeira moqueca ou muqueca (pode escrever das duas maneiras) é baiana, capixaba ou paulista, o certo é que é um prato de cozido, que pode ser de qualquer tipo de carne, mas o mais comum é feito de peixes e frutos do mar.

A minha preferida é a moqueca baiana, foi a que nos saboreamos ontem no jantar, preparada pelo Tunico.

a moqueca é baiana, 
mas feita na panela capixaba que trouxemos do Espirito Santo

Como todo prato simples não tem segredo, a não ser usar bons ingredientes e usar bom senso para equilibrar os temperos.
A moqueca de ontem era de peixe e camarão. Numa panela, refogar no azeite doce, a cebola, alho e tomates, acrescente água e tempere com sal, pimenta e ervas, vale as que gostar, mas o coentro é o gostinho da comida baiana, como tem quem não goste, pode dispensar. Se gostar pode usar pimentão também, verde, vermelho, amarelo.
Nesse caldo fervente, despeje as postas de peixe, os camarões e em seguida adicione o leite de côco. Por último, um fiozinho de azeite de dendê. Esses dois últimos ingredientes que dão o sabor baiano ao prato.
Lembre-se que peixe e camarão cozinham rapidamente, não deixe muito tempo no fogo a moqueca.
Para servir acompanhando, arroz branco e farinha de mandioca bem fininha, passada no azeite de dedê, que dá uma cor linda e um sabor especial à farofa.



Deu água na boca, né?
Bem simples de fazer, experimente!

Juju
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sábado, 22 de dezembro de 2012

Empadão de Bacalhau

No fim do ano é tradição brasileira ter bacalhau nas festas, das milhares de receitas tenho algumas preferidas e essa é uma delas, dá até para fazer com sobras de bacalhau ou com aqueles desfiados que se encontra no mercado.


No nosso verão é um prato que vai muito bem como único na refeição, acompanhado de um vinho gelado.

Empadão de Bacalhau do Tunico

Dessalga, aferventa, e desfia o bacalhau em lascas grandes.
Pão amanhecido cortado em rodelas finas.
I cebola média picada50 grs de azeitona portuguesa preta picadinha
4 dentes de alho picados
2 ovos cozidos picados
1 kg de batatas, cozidas para purê
leite o suficiente para preparar o purê
1 ovo batido para passar sobre o empadão
1 pimentão vermelho assado e cortado em tiras finas
azeite, manteiga e pimenta do reino.

preparo:
Derreta a manteiga.
Num pirex pincele o fundo  com a manteiga derretida, forme uma camada com o pão em rodelas sobre a manteiga.
Numa frigideira grande ou numa caçarola refogue no azeite a cebola picada, o alho e a azeitona, quando dourar, junte o bacalhau, tempere com a pimenta. Misture os ovos cozidos picados.
Prepare o purê de batatas com uma colher de margarina ou manteiga, noz moscada, leite, faça um purê mais para mole.

montagem:
Coloque uma camada grossa de purê sobre o pão no pirex, espalhe o pimentão assado cortado em tira bem fina, regue com um fio de azeite e sobre ela espalhe o refogado de bacalhau, cubra tudo com o  purê, tem que ficar 1 centímetro abaixo da borda do pirex. Pincele com o ovo batido, enfeite com azeitonas pretas inteiras e leve ao forno quente para gratinar por mais ou menos 20 minutos dependendo do forno. Na hora de servir regue com azeite.

Pode preparar que será um sucesso! Bom apetite!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Bacalhau com Camarões à moda do Tunico

Bacalhau tem cara de festa, mesmo quando a gente come toda semana, como é o caso daqui de casa, somos fãs do gadus morhua preparado de várias maneiras, e tem milhares de modos, cada bom cozinheiro tem sua receita especial.
Os portugueses costumam dizer que existe uma receita de bacalhau para cada dia do ano, mas deve ter muito mais! Os noruegueses descobriram a técnica do salgamento do peixe para conservação e dessa maneira se espalhou mundo afora.
Em muitos lugares a bacalhoada virou tradição nas festas de fim de ano, seja na ceia ou no almoço natalinos, seja na noite de reveillon ou no dia de ano novo, vindo das águas geladas no Mar do Norte, o bacalhau é rei.
Nessa preparação o Tunico criou uma delícia cremosa. Como sempre, bacalhau não tem erro se for de boa qualidade, norueguês, dessalgado no ponto, melhor ainda se vier com o acompanhamento clássico da batata, par perfeito! Nesse caso é acompanhado também da nobreza dos camarões.


Nada complicado para fazer, é muito simples e o sabor já podem imaginar...
Para começar tem que deixar o bacalhau dessalgando em água, na geladeira de um dia para o outro (melhor se forem 2 dias) e trocando sempre a água. Se preferir, pode dar uma aferventada para retirar todo o sal, mas lembre-se que com bacalhau não pode ter pressa, é preciso paciência porque corre o risco de estragar o prato se não for eliminado o sal extra direitinho.
Depois de dessalgado, desfie em lascas, e vamos ao preparo do prato, vai precisar de:

batatas
camarão fresco
molho branco*
cebola
alho
pimenta do reino
queijo parmesão ralado
pão torrado ralado ou moído**
azeite

*molho branco: numa panela refogue cebola picadinha no azeite, junte leite e manteiga, separado misture amido de milho ou farinha de trigo a um pouco de leite e dissolva bem, junte à panela, deixe ferver até adquirir consistência. Tempere com sal, noz moscada e pimenta.

Na continuação, descasque e corte as batatas em lâminas bem fininhas. Refogue o bacalhau no azeite com cebola e alho. Passe rapidamente os camarões numa frigideira com um pouco de azeite.
Feito isso, escolha uma vasilha que possa ir ao forno, forre o fundo dela com o molho branco, faça uma camada de batatas e uma de bacalhau e camarões, repita as camadas. A última camada deve ser de batata coberta de molho branco, espalhe por cima o queijo ralado e a farinha de rosca*.

**farinha de rosca feita em casa é muito mais gostosa, vá juntando sobras de pão, guarde na geladeira, quando quiser preparar a farinha, corte o pão e leve ao forno com um fio de azeite até dourar, depois é só moer no processador ou no liquidificador.

Leve ao forno a vasilha de bacalhau até gratinar, ou seja, ficar douradinho e a cobertura crocante.


É um prato quase completo, proteína e carboidrato, para acompanhar vai bem uma salada fresca.


Para a salada vale a criatividade e a preferência de cada um, essa ficou crocante com alface americana, pepino japonês e tomatinhos cereja, no tempero vai um pouco de orégano com o azeite.

Garantido que esse bacalhau vai se fazer notar na sua mesa de festa e lembrado para sempre!

Juju
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sanduíche old fashion: "Tuna Fish"

Do nada, hoje me lembrei de um sanduíche que comia nos tempos de faculdade, na lanchonete "Julie&Jim" no shopping Iguatemi em São Paulo, era moda o "Tuna Fish" de lá. O sanduíche, que agora é "carne de vaca" e até virou natureba há uns anos trás, não tem nada demais, mas eu adorava e adoro ainda hoje.


Como já diz o nome, basicamente o recheio é feito com uma mistura de atum e maionese, com uma camada bem generosa no pão de forma torrado e alfaces picadas.
Como sempre invento em tudo que preparo e como não tinha atum em casa, fiz com sardinha e acrescentei, além da maionese, mostarda de ervas, uvas-passa e cebolinha fresca. O pão é integral.


Tão simples, tão fácil de fazer, tão gostoso, cheio de boas lembranças para mim...


 No Julie&Jim  o recheio ia escorrendo quando a gente comia, ô delícia!


Já que a lembrança é lá de 40 anos atrás, servi meu sanduíche num prato de estilo.


Me deliciei com o recheio escorrendo, o pão crocante e pensando nos meus amigos da faculdade.


Quem viveu nos anos 70 em Sampa deve se lembrar do "Julie & Jim"

Juju
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